O objetivo deste Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais e ajudar a esclarecer duvidas sobre a nossa complexa realidade.

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Não esperamos que acreditem no que é apresentado aqui sem primeiro investigar por vocês mesmos, e nós insistimos que vocês o façam!
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domingo, 30 de novembro de 2014

5 dicas para Transcender os Medos

*Texto complementar à postagem Medo Concreto, Amor Abstrato.

Antes de mais nada, algo importantíssimo de se destacar é que essas dicas não se aplicam apenas ao medo, mas para qualquer desafio mental que você está passando, busque captar a essência dos ensinamentos e verá que entender os padrões em que a mente opera irá lhe ajudar a entender a si mesmo, as pessoas e a vida em geral, de uma maneira muito mais produtiva.

  • 1. Aceitá-lo
Engana-se aquele que crê poder superar seus temores renegando-os. Também se engana quem pensa em confrontá-los achando que irão terminar com eles através do conflito. Em ambos os casos o que existe é apenas a permanência do medo. Ele é uma criação perpetuada no reino das emoções, logo sua dissipação naturalmente não se dá por si só. Da mesma forma, confrontá-lo é realimentá-lo, pois é disso que ele vive.

Existe algo que suporta toda a matéria e tudo o que dela provém. É um fluxo constante, como a correnteza de um rio. Quando esse fluxo é bloqueado, diz-se que se está distorcendo a natureza da própria existência. Bem-aventurados são os que o compreendem e seguem-no em harmonia e paz. Quando isso é aprendido, o homem torna-se senhor de sua vida, pois não está mais contra a natureza.

Logo, ele compreende que para vencer o medo é necessário aceitá-lo, pois sendo sua própria cria, renegá-lo ou confrontá-lo é ferir o próprio filho. O medo existe e continuará existindo a menos que você o eduque e o transforme em algo melhor. Deste modo, reconhecê-lo como existente é o primeiro passo para instruí-lo corretamente, recolocando-o de volta a favor do Dharma, do fluxo da Criação.

  • 2. Conhecê-lo Profundamente
Dizia-se que na antiga arte da guerra, a tarefa principal do estrategista era a de conhecer o inimigo para então poder derrotá-lo. Aqui não há guerra, não há luta, não há conflito. Todavia, mesmo numa atitude pacífica ainda se faz necessário conhecer aquele o qual se deseje instruir. "Vencer o medo" é apenas uma alegoria. De fato, o que se pretende é purificá-lo, transformando-o em outra coisa.

Conhecê-lo não é apenas no reino da superficialidade, mas em todas as nuances na qual ele age e por quais razões o faz. É preciso desmistificá-lo, destrinchá-lo a fim de entendê-lo de maneira profunda. Sendo parte de você, sendo sua cria, o mínimo que lhe é pedido pela naturalidade da situação é que conheça seu filho.

Saiba por que ele surge, por que ele está sempre à espreita, por que você ainda não foi capaz de superá-lo. Conheça-o como a você mesmo.

  • 3. Desvendar Sua Origem
Representação do Observador e a Ilusão
Tudo o que é da matéria, tudo o que é do limitado tem uma origem. A própria manifestação tem uma origem. Logo, para instruir o seu medo a fim de sublimá-lo é necessário ir fundo e desvendar sua origem. Em algum momento o medo foi criado. No instante de seu nascimento, sua inconsciência permitiu que esta cria se tornasse senhora de seu criador, você. Volte no tempo e tente encontrar o momento exato em que o medo surgiu.

Isso abrirá seus olhos para uma nova perspectiva, a do observador distante. Entenderá, deste modo, o quão necessário ou tolo foi ao aceitar a vinda desta criação para sua vida, uma vez que os motivos, agora a olhos distantes, são infantis, e quem sabe, sem sentido.

Compreender a origem do medo é saber o ponto exato em que o sentimento da verdade, do não-medo, deixou de existir. E trazer de volta, ou reavivar, tal verdade, tal sentimento torna-se muito mais simples quando sabemos exatamente do que se trata.

  • 4. Entender Suas Implicações
O medo traz diversas implicações que só podem ser compreendidas quando se tem total aceitação sobre ele e total conhecimento a respeito de sua personalidade e origem. Logo, após estar ciente do que o medo é e de onde ele surgiu, você será capaz de olhar de forma contumaz e atenta para todos os efeitos colaterais advindos dele.

Entender essas implicações traz de volta a razão, uma vez que agora, consciente do que está acontecendo, pode-se compreender que nada do que se origina do medo deveria estar presente em sua vida. A paranóia, a ansiedade, a irritação, a reclusão, o cansaço, a ignorância, tudo isso são implicações do medo. Identificá-las só é possível através dos três estágios citados acima.

Logo, fica bastante evidente que não existe nenhum benefício para que o medo continue instalado em sua vida. Essa constatação não é superficial ou mental, mas profunda. Aqui já se está pronto para sublimá-lo.

  • 5. Positivá-lo
Uma vez que esteja completamente consciente de que o medo não tem mais motivos para estar em sua vida agora, o próximo passo é de uma simplicidade absurda. Trata-se de olhá-lo profundamente nos olhos e amá-lo verdadeiramente. Isso só é possível após aceitá-lo e compreendê-lo em todas as suas variantes, pois se percebe o quão frágil ele é, assim como você era quando o criou. Por isso não alimente rancor em relação ao seu passado, não leve tão a sério, essa é a chave para conseguir deixar essa energia estagnada fluir.

Art by Mark Henson
Naturalmente, de maneira silenciosa, ele irá desvanecer por completo. Ao notar-se sem qualquer motivo para existir, tende a dissipar-se, pois só pode existir como medo. Ao transformar-se em coragem, já não mais é o que era. Diz-se que ele foi sublimá-lo. Ao não ter mais motivos para existir e mesmo assim recebendo amor de seu criador, o medo se transforma em sua contraparte. Esse então é o desapego amoroso.

Logo, de forma natural, silenciosa e pacífica, o medo desaparece e jamais tornará a nascer, uma vez que cada medo é um ser individual e único. Quem aprende a transformar seus temores, desejos, anseios, tristezas e raivas em suas contrapartes, torna-se seu próprio mestre. Isso é alquimia interior.

[Vídeo]
A Vida é a Escolha entre Amor e Medo

"Você não pode se livrar dos seus medos, mas pode aprender a conviver com eles."
Tirinha de Alex Noriega (Stuff No One Told Me)

Postagens relacionadas:
Os 3 Princípios da Dharma
Memento Mori - Lembre-se da Morte
Não Há Evolução Através do Medo
Os 5 Estágios do Despertar

8 comentários:

  1. Boa noite,
    Primeiramente,meus parabéns pelo post.Objetivo,claro e vai direto ao ponto.Todos os tópicos tratam o medo de uma forma a aceitarmos que ele existe,faz parte desta dimensão e nível de consciência,mas podemos transcendê-lo,utilizando-nos de nossa energia mental absolutamente focada no positivo,transformando as sensações de medo de forma lógica e racional,sem esquecermos de que somos seres espirituais,vivendo uma experiência física temporária.Muito bom.

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    1. Grato, mas eu não diria que devemos focar absolutamente no "positivo", isso seria negligenciar o "negativo".

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  2. Bom dia
    Tem razão,eu chamaria de positivismo realista.

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  3. Pessoalmente eu percorri o “vale do medo” durante anos a fio. Instintivamente procurei ajuda. Encontrei ajuda profissional. Participei de encontros de grupos entre pessoas que passavam por semelhantes sintomas. A perspectiva de quem escreve ou lê um artigo sobre “Transcender os medos” sem conhecer cada milímetro da longa escadaria ascendente para transcender e transformar-se num outro tipo de ser humano dentro desta realidade é completamente diferente da de quem viveu ou ainda vive sob o estigma do “medo”. Avaliar o intangível, mensura-lo ou termos uma ideia do script que iremos percorrer, de como iremos supera-lo, ou, então, sobre a quota de sofrimento que ainda nos resta enfrentar, é algo sem sentido. Participe de grupos de pessoas que sofrem de esquizofrenia, transtorno bipolar, leucemia, síndrome de pânico e demais grupos do gênero para tentar abstrair melhor uma dissertação mais arrojada sobre este tema que carece da ajuda e do trabalho de blogueiros como você. Um forte abraço. Joao.

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    1. Pode cre brother! Eu trabalho com isso, sei como é.

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    2. Vc me coloca no grupo do whatsapp de panicone depressão me chamo Tatiana cek: 21973635466

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  4. Gostei muito da sua objetividade.
    Vejo que o ser humano desde seu berçário é pai de seus medo. O medo é cultural e se mistura com o instinto de sobrevivência.( se tu puder aclarar essa ideia, agradeço) Não só o medo mas tudo se torna cômodo para nós. Nós basicamente por medo temos grades em nossas casas, achamos que as pessoas são objetos que podem ser guardar dadas nos bolsos por medo de ficarmos sozinhos (me refiro aos relacionamentos em geral) Nossos relacionamento muitas vezes são uma mentira por medo. Concordo que devemos aceitar esse medo sem medo de se enxergar como nos somos (E posso afirmar que somos muita coisa e o pior não sabemos por estarmos adormecidos). Muitas vezes essa questão de aceitação vai contra a roupa que criamos e a máscara que gostamos de vestir. Quando em verdade somos um corpo onde ocorrem muitas manifestações a nível mental e sentimental.

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    1. Grato. Mas não entendi, esclarecer que ideia?

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